A Era da Pressa e da Distração Permanente

Fredi Jorge • 8 de janeiro de 2026

A Geração que não para, mas também não chega


Tenho pensado muito nisso no caminho das serenatas. Vejo pessoas que parecem não ter tempo a perder, mas também não sabem exatamente o que estão buscando. Uma pressa silenciosa tomou conta de tudo. As músicas são ouvidas pela metade, os filmes assistidos com o celular na mão, as conversas interrompidas antes de criarem raiz. Vivemos correndo, mas sem direção clara.


Não é impressão pessoal. A Organização Mundial da Saúde e a Associação Americana de Psicologia vêm alertando para o aumento expressivo dos quadros de ansiedade entre jovens, algo que já supera índices de adultos em diversos países. Essa ansiedade não nasce do nada. Ela é filha de um mundo hiperestimulado, que cobra resultados rápidos, respostas imediatas e presença constante, mas oferece pouco espaço para silêncio, escuta e profundidade.

Isso está mudando até a forma como filmes e séries são feitos. Pesquisas da Microsoft Research mostram que a capacidade média de atenção sustentada vem diminuindo ao longo dos anos. Os criadores sabem disso. Por isso, as narrativas são cada vez mais explicadas, mais rápidas, menos sutis. A obra já nasce preparada para um espectador distraído, que assiste enquanto responde mensagens ou navega em outra tela. Não é falta de talento — é adaptação à distração coletiva.


Relatórios da Common Sense Media revelam que crianças e jovens consomem múltiplas telas ao mesmo tempo, inclusive durante conteúdos que exigiriam atenção plena. E isso não atinge só os mais novos. Estudos do Pew Research Center mostram que pessoas mais velhas também passaram a adotar hábitos fragmentados de consumo, algo impensável em outras épocas. A dispersão virou regra, não exceção.

O paradoxo me inquieta: nunca tivemos tanto acesso à informação, e nunca foi tão difícil aprofundar-se em algo. Tudo é entendido rápido, mas quase nada é vivido de verdade. Há compreensão, mas falta experiência. Movimento sem sentido. Pressa sem propósito.



Talvez o maior desafio do nosso tempo não seja produzir mais, nem correr mais rápido, mas reaprender a permanecer. Ouvir uma música até o fim. Estar inteiro em uma história. Sustentar um silêncio sem fugir dele. Porque quando perdemos a capacidade de atenção, não perdemos apenas foco — perdemos a chance de nos encontrar.

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